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Redação Nama
April 24, 2020
Quer saber como funciona a inteligência artificial na educação? É simples: através da explicação de conceitos, da criação de roteiros de estudo, do auxílio ao aluno na busca por profissões, da emissão de documentos importantes...
Com essa descrição, poderíamos muito bem estar falando das atribuições de profissionais da educação. Mas, na verdade, estamos narrando as funções de chatbots educacionais e da força operativa que eles dão dentro das instituições de ensino, seja de escolas primárias ou de universidades.
Aplicações de inteligência artificial na educação estão cada vez mais acessíveis. E, principalmente, mais necessárias! Se os nativos digitais que nasceram a partir de 1995, vulgo geração Z, já ocupam as universidades (sim, estamos velhos!) isso quer dizer que a tecnologia tem de estar cada vez mais presente para atender esse público que basicamente não sabe viver de outra forma que não seja através da tela.
Neste artigo da Forbes, o autor explica que a geração Z espera que as ferramentas digitais estejam integradas à educação, já que para eles a tecnologia sempre esteve totalmente agregada a cada etapa da vida. Para eles, a aprendizagem não se limita à sala de aula, mas pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento.
Mas calma! A existência de chatbots educacionais não significa que os professores serão substituídos por esses assistentes virtuais. O objetivo da tecnologia na educação está muito mais ligado ao apoio à rotina de estudos dos alunos do que à capacidade de se tornar o método principal de aprendizagem.

Já ouviu falar de blended learning (b-learning)? É um conceito cada vez mais popularizado no meio da educação que faz essa referência ao método híbrido de aprendizagem, ou seja, que mistura o virtual com o físico.
Isso significa que o conteúdo curricular que a gente conhece continua sendo ministrado em sala de aula, mas o uso de chatbots educacionais - ou outras tecnologias, como gamification - é agregado à rotina de aprendizagem para dar apoio aos alunos, especialmente fora de sala de aula.
Um dos entusiastas do uso de inteligência artificial na educação é Bill Gates, fundador da Microsoft. Segundo o bilionário revelou em entrevista a The Verge, os bots podem promover uma grande mudança na área de educação a partir do momento que podem explicar conceitos complexos de uma forma muito simples. E não para por aí, justamente porque os bots podem ter essa função e muito mais!

Separamos alguns exemplos dos usos de chatbots educacionais para que você entenda, por meio da prática, quais são as oportunidades que podem ser abraçadas com essa tecnologia na educação.
Com cerca de 1 mil perguntas respondidas por dia, o chatbot da Bolton College auxilia os usuários em questões acadêmicas. Por exemplo, ele informa ao aluno qual é a próxima classe que ele terá e em que sala de aula será ministrada.
Chamada de Ada, o objetivo da criação da ferramenta era ajudar a reduzir a burocracia, aumentar a retenção e dar maior suporte aos estudantes.

Para prevenir casos de bullying e conscientizar os seus alunos sobre o tema, a Escola Bosque criou um chatbot que discute o problema com os alunos.
O projeto inclusive tornou-se multidisciplinar: os próprios alunos participaram do desenvolvimento do assistente virtual, colaborando com as perguntas e respostas que iriam treinar a inteligência artificial.
Além de conscientizar sobre violência, a ferramenta colabora para que os alunos desenvolvam competências emocionais, como empatia e respeito.
O Wiz.me é o assistente virtual da escola de idiomas Wizard. Ele ajuda os alunos a progredir no estudo de inglês e aumentar seu contato com a língua, melhorando a capacidade de compreender e falar o idioma.
Uma das funcionalidades da ferramenta é ouvir o usuário falando algo em inglês e dar um feedback sobre a pronúncia, medindo o avanço dele na língua.

A Saint Paul Escola de Negócios criou um assistente virtual que funciona como professor 24 horas. A ferramenta, batizada de Paul, tira dúvidas e consegue ensinar conceitos e técnicas sobre algum tópico específico.
O bot foi desenvolvido pensando nos alunos que nem sempre podem estar disponíveis nos horários tradicionais das aulas, já que além de estudar também trabalham.
O Téo, bot da Universidade Estácio de Sá, conversa com usuários por meio de uma landing page chamada Rota das Carreiras, como parte de um programa de carreiras da instituição.
O bot é capaz de orientar os usuários em relação à escolha da profissão a partir de uma conversa bastante descontraída, em que faz perguntas sobre interesses e habilidades, também simula cenários para que a pessoa possa entender se tem sintonia com a profissão sugerida.

Para que o seu chatbot educacional tenha relevância e possa suprir uma demanda, o primeiro passo é refletir sobre o propósito do emprego da tecnologia. Questione-se: "qual gargalo a ferramenta deve atender na minha escola?" e "qual tarefa quero simplificar com seu uso?". Assim ficará muito mais fácil personalizar as aplicações que dará ao assistente virtual.
Em seguida, com o objetivo definido, escolha qual será o seu público-alvo. A abordagem para alunos do 9o ano é diferente para alunos de colegial, portanto, saiba bem com quem quer falar, porque essa definição também influenciará na linguagem, no conteúdo, nas características visuais do assistente e na plataforma de mensagens.
Também é importante que sejam estabelecidos indicadores de desempenho, como taxa de retenção, eficácia das mensagens, interação mais procurada, volume de solicitações, etc. Assim ficará mais fácil medir se a estratégia está dando resultados ou se é necessário fazer alterações para alcançar o objetivo inicial.


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